IFPUG Metric Views | Vol. 14 | Issue 2 – Dezembro/2020 – Autor: Carlos Eduardo Vazquez
IFPUG Metric Views | Vol. 14 | Issue 2 – Dezembro/2020 – Autor: Carlos Eduardo Vazquez

O contexto da produtividade e eficiência de software antes e depois da pandemia

Primeiramente, é necessário uma breve perspectiva do contexto econômico no qual o desenvolvimento de software se insere para entendermos o espaço da produtividade e eficiência passados os efeitos da pandemia de COVID-19.

Afinal, esse ambiente teve um papel crítico na transformação digital e na ascensão de práticas de desenvolvimento Ágil, como por exemplo o desenvolvimento contínuo em contraste à mentalidade clássica de projeto, o uso do SCRUM e do Kanban.

Ao longo da última década (2010-2020), os Estados Unidos experimentaram um crescimento único em sua base monetária. Em seguida, a pandemia do COVID-19 aumentou ainda mais essa base monetária em nações de todo o globo.

Neste mesmo período, a transformação digital e o desenvolvimento de software ágil se tornaram uma tendência na gestão dos negócios e do desenvolvimento de software, porque as prioridades gradualmente tem se deslocado em direção de resultados ao alcançar “the next best thing” a todo custo. Afinal, nunca houve tanto dinheiro disponível. Contudo, ninguém pode prever com certeza por quanto tempo mais isso vai durar.

O eixo do tempo na eficiência de software

A princípio, prazos mais curtos tem sido um resultado chave para o sucesso nesse contexto, desta forma o monitoramento do eixo do tempo na gestão da eficiência não poderia ser desconsiderado. Assim sendo, com o fim de oferecer visibilidade e insight sobre a eficiência de tempo em específico lead Time, Cycle Time e Reaction Time são métricas com frequência recomendadas na gestão do desenvolvimento ágil.

O eixo do custo-benefício na eficiência de software

Ainda que o tempo seja um importante componente da gestão da eficiência, ele não é o único. Além disso, custo-benefício é um outro.

A ideia é maximizar em termos gerais o retorno sobre o investimento (ROI) ao determinar quais partes entregar primeiro; por exemplo, uma história do usuário ou uma feature dependendo do nível de abstração em que a priorização ocorre. Portanto, a gestão de software ágil aborda o custo-benefício principalmente na priorização do product backlog em um nível mais baixo; ou durante o planejamento do roadmap em um nível mais alto.

O eixo da produtividade na gestão da eficiência

A Produtividade na gestão de software é um terceiro componente para gestão de eficiência. Algumas referências incluem o preço unitário como um quarto componente, apesar de ser, nada menos que, um caso especial de produtividade.

De toda a forma, produtividade na gestão de software ou preço unitário exigem quantificar o produto de alguma forma. E aqui está a lacuna, que deve ser abordada pela administração em C-level e é neste admirável mundo novo em que todos estamos entrando.

Qual é o propósito da medição da produtividade na gestão de software? Quando se fala em Pontos de Função, a primeira coisa que vem a mente é derivar estimativas. Nós queremos saber uma produtividade média, de maneira que nós possamos extrapolar o custo ou esforço necessário para entregar uma certa quantidade de funcionalidade ou determinar quanta funcionalidade cabe em um orçamento ou janela de tempo.

Além das estimativas

A Análise de Pontos de Função é profundamente associada às suas aplicações em estimativas, apesar disso ela tem outros propósitos bem mais críticos no contexto em questão como, por exemplo, suas aplicações em benchmarking interno ou externo.

Em geral no contexto inicialmente descrito, estimativas têm um papel bem menos importante do que tem em outros casos, porque software ágil prioriza responder à mudança sobre seguir um plano; e individuos e interações sobre processos e ferramentas.

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    Por que o tema do artigo é importante

    Primeiramente, toda mudança tem um tempo de experimentação e exploração. Trata-se de algo como em uma caixa de areia com uma certa liberdade para tentativa e erro, porque o volume investido não promove uma maior preocupação com prestação de contas, transparência e eficiência operacional.

    No entanto, chega um ponto no desenvolvimento dessa mudança, que algum mecanismo externo de monitoramento da produtividade na gestão de software se torna um imperativo.

    Por esse motivo, o artigo desconstrói a limitação da estimativa como propósito único ou primário dos pontos de função e os coloca como elementos centrais na quantificação de produtos entregues mesmo fora do contexto de um projeto, como é o caso do desenvolvimento contínuo, no desenvolvimento ágil com SCRUM ou Kanban e na transformação digital.

    Adicionalmente, promove questionamentos sobre o nível de informação necessário à medição para os objetivos citados e se uma aproximação não é suficiente diante da necessidade compatibilizar os benefícios da medição com a pouca documentação geralmente disponível.

    Quando o tema do artigo se aplica

    Portanto, este artigo é útil ao se questionar custos. Da mesma forma, ele também é útil ao tangibilizar a produção de maneira que o desempenho seja comparável por diferentes fornecedores, modelos, equipes. Enfim, este artigo deveria despertar o interesse quando se busca melhorar a eficiência operacional sem engessar o desenvolvimento ou a inovação.