O que é o Guia de Contagem ou Roteiro de Métricas
Inicialmente, é importante destacar que, embora o Manual de Práticas de Contagem (CPM) do IFPUG forneça todas as definições, procedimentos e regras da contagem de pontos de função, ele as apresentada de maneira geral. Em seguida, vale ressaltar que ele não se propõe a entrar no mérito sobre o mapeamento de problemas de medição específicos. Diferentemente, por exemplo, do Roteiro de Métricas de Software do SISP (também chamado de Roteiro do SISP ou de Roteiro de Métricas do SISP) ou do Guia de Contagem de Pontos de Função do SISP para Projetos de Data Warehouse.
Por um lado, isto permite à APF ter aplicabilidade em uma ampla variedade de cenários e ser capaz de se posicionar como um padrão internacional. Por outro lado, isso dificulta a sua aplicação em casos distintos dos exemplos concretos no CPM. Portanto, o Guia de Contagem vem cumprir este papel de trazer os conceitos gerais do CPM para situações mais específicas.
O Guia de Contagem é também chamado de Roteiro de Métricas e se propõe a um âmbito mais restrito se comparado ao CPM. Ou seja, ele é de uso interno de uma empresa ou grupo. Outrossim, ele orienta o mapeamento dos requisitos para medições em pontos de função. Por fim, ele faz isso para dois principais propósitos:
- Primeiro, derivar uma medição além da aplicabilidade da APF em projetos de desenvolvimento e melhoria.
- Segundo, para obter uma melhor correlação entre a medição e o esforço investido ou desempenho esperado.
Para que serve o Guia de Contagem ou Roteiro de Métricas
Ele contém um conjunto de lições aprendidas em questões relativas às medições. Portanto, é um repositório de conhecimento das práticas de contagem, fruto de discussão e análise dos responsáveis pela medição de software.
As regras de medição do CPM são claras e objetivas. No entanto, o objeto da medição são os requisitos funcionais do usuário – a Visão do Usuário. O mapeamento das diferentes representações da Visão do Usuário para as funções componentes da medição não é tão objetivo assim. Portanto, o Guia de Contagem deve prover orientação facilitando esse mapeamento de forma mais clara e objetiva. Por fim, uma organização pode decidir medir de forma diferente do IFPUG, ainda que baseada no seu padrão em linhas gerais. Por isso, o Guia de Contagem deve deixar essas particularidades explícita para todas as partes.
Objetivos do Guia de Contagem ou Roteiro de Métricas
São 05 os principais objetivos de um Guia de Contagem os Roteiro de Métricas:
- Aumentar a consistência entre contagens
- Centralizar a experiência da contagem em diferentes contextos
- Evitar o retrabalho com a análise de questões recorrentes:
- Facilitar o aculturamento de novos profissionais
- Aumentar a convergência entre contagens e melhorar a comunicação
1. Aumentar a consistência entre contagens
Uma vez que o Guia de Contagem exemplifica as situações mais comuns nas medições, menor a chance de diferentes profissionais usarem interpretações distintas ao medir.
2. Centralizar a experiência da contagem em diferentes contextos
O contexto no qual o escopo da medição se insere é descrito em termos de diferentes:
- Tecnologias: linguagens de programação e plataforma (BI, BPMS, GED, GIS etc.);
- Domínios de aplicação: Sistemas financeiros, bancários, hospitalares etc.;
- Metodologias de desenvolvimento: desenvolvimento Ágil usando o SCRUM, alguma customização do RUP ou o desenvolvimento em cascata.
Apesar do profissional ser experiente no uso da APF, é comum surgir dúvidas quando se depara com situações não usuais. Portanto, o Guia de Contagem deve centralizar este conhecimento. Um profissional experiente na APF, mas acostumado a medir em somente um contexto, será capaz de medir mais facilmente em contextos diversos.
3. Evitar o retrabalho com a análise de questões recorrentes:
Quando uma determinada situação gera dúvida na medição, os responsáveis pela medição de software a analisa e decidem pela melhor forma de abordá-la. Portanto, o Guia de Contagem deve documentar a dúvida e a abordagem de solução.
O objetivo é evitar desperdício de tempo por todos os envolvidos em medições na analise de situações parecidas. Adicionalmente, isso diminui o risco do uso de uma abordagem diferente. Portanto, as medições ganham em agilidade e conformidade.
4. Facilitar o aculturamento de novos profissionais
O Guia de Contagem acelera o aprendizado de novos profissionais da organização que venham a se envolver com as medições pois já traz a resposta da maioria das dúvidas que um iniciante terá ao aplicar a técnica.
5. Aumentar a convergência entre contagens e melhorar a comunicação
Em um contrato de desenvolvimento de software, cujo desempenho é medido ou mesmo remunerado por PF, o Guia de Contagem ajuda a evitar muitas situações de divergência nas medições. Portanto, ele ajuda a melhorar a relação entre cliente e fornecedor.
Roteiro de Métricas de Software do SISP
A Administração Pública Federal utiliza a aferição e a entrega de produtos por meio de métricas de software como referência para medir e remunerar os contratos de serviços de desenvolvimento, manutenção e sustentação de sistemas. Nesse contexto, o Roteiro de Métricas de Software do SISP, em sua versão 3.0, apresenta avanços significativos que vão além da complementação tradicional ao Manual de Práticas de Contagem (CPM 4.3.1). Embora o CPM aborde especificamente as contagens em PF de projetos de desenvolvimento e melhoria de software, a realidade prática das contratações e a evolução tecnológica exigem a cobertura de demandas e serviços não contemplados em sua essência por esse manual.
Para atender a esse cenário, o objetivo atual do Roteiro de Métricas do SISP é disponibilizar aos gestores de TIC uma ampla gama de opções de métricas e recursos aplicáveis a diferentes tipos de projetos e contratos. O documento padroniza a adoção de métodos objetivos como a Análise de Pontos de Função (APF) tradicional, o Simple Function Point (SFP), os Story Points Padronizados (SPP) para ambientes ágeis, as Linhas de Código Funcionais (LoCF) e as Horas de Serviço Técnico (HST).
O guia tem como propósito promover a eficiência na gestão contratual, a transparência de custos, a vinculação a resultados e a previsibilidade baseada em dados, incorporando ainda diretrizes de codificação segura e regras específicas de medição para tecnologias emergentes e contextos complexos, tais como Inteligência Artificial (IA), Chatbots, Geoprocessamento, Painéis Analíticos, Data Warehouse (DW) e Data Lake.
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